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Continuidade dos negócios

A verdadeira resiliência de uma organização se mede quando ela é posta à prova.

Nenhuma organização está a salvo de um imprevisto. Uma pane de TI, um ciberataque, um incêndio, um erro humano, um recall de produto, a perda de um fornecedor estratégico, uma catástrofe natural, uma ruptura na cadeia de suprimentos, uma pandemia ou ainda a saída de um funcionário-chave podem, cada um à sua maneira, perturbar as operações de uma empresa. No entanto, esses eventos nem sempre representam a verdadeira ameaça. O desafio está na capacidade da organização de dar continuidade às suas atividades apesar dessas perturbações, ou seja, a continuidade dos negócios.

Ao contrário de uma percepção ainda difundida, a continuidade dos negócios não se limita a backups de TI, a um plano de recuperação de desastres ou a infraestruturas de contingência. Ela engloba o conjunto dos meios que permitem a uma organização continuar a atender seus clientes, apoiar seus funcionários, honrar seus compromissos e proteger seus ativos estratégicos quando ocorrem eventos imprevistos.

A empresa verdadeiramente resiliente não é aquela que nunca enfrenta problemas, mas aquela que desenvolveu a capacidade de absorvê-los, de se adaptar a eles e de retomar rapidamente suas atividades sem comprometer sua missão. Essa capacidade se apoia em uma compreensão aprofundada da organização. É preciso fazer uma série de perguntas, tais como:

  • Quais são os processos essenciais à continuidade das operações?
  • Quais atividades realmente criam valor?
  • Quais recursos são indispensáveis?
  • Onde estão as principais dependências? Quais seriam os impactos financeiros, humanos ou operacionais se um sistema, um fornecedor, uma infraestrutura ou uma competência crítica se tornasse subitamente indisponível?

Responder a essas perguntas permite deslocar a reflexão. A continuidade dos negócios já não se resume a proteger sistemas. Trata-se de proteger a capacidade da organização de funcionar. Essa abordagem torna-se particularmente importante em um contexto no qual as organizações aceleram sua transformação digital e integram progressivamente a inteligência artificial às suas operações.

As tecnologias oferecem possibilidades extraordinárias de melhoria, mas também criam novas dependências que devem ser compreendidas, governadas e integradas a uma visão global da resiliência. A continuidade dos negócios torna-se então uma verdadeira alavanca estratégica e permite reduzir as interrupções, proteger as receitas, manter a confiança dos clientes, preservar a reputação da organização e sustentar de forma duradoura sua competitividade.

Os profissionais da Quantum Beyond acreditam que a resiliência deve ser integrada desde a concepção.

A nossa abordagem Operational Resilience by Design™ apoia-se em um princípio simples: uma organização de alto desempenho jamais deveria depender de uma única pessoa, de um único sistema, de um único fornecedor ou de uma única tecnologia para dar continuidade às suas atividades.

Essa visão apoia-se em uma compreensão global das operações, dos processos, das tecnologias, dos conhecimentos, das dependências e da governança. Ela permite conceber organizações capazes de evoluir, de se adaptar e de manter suas atividades apesar das mudanças, dos incidentes e das crises.

Além de ser uma questão de preparação, a continuidade dos negócios torna-se uma verdadeira vantagem competitiva e soma-se aos ingredientes da perenidade e da prosperidade. As organizações que melhor atravessam os períodos de incerteza são frequentemente aquelas que escolheram preparar sua resiliência muito antes de precisarem dela.